12/03/2016

Memórias de Natal | #Natal2016

O Natal é a minha época do ano preferida.
Quando era criança não acreditava no Pai Natal. Bem, por vezes tinha algumas dúvidas, quando os adultos se empenhavam em fazer-me acreditar. Vocês acreditavam? Existem tantas histórias deliciosas sobre as crianças e o Pai Natal. Algumas acreditam até bem tarde, outras nem por isso.
Ao inicio os meus pais escondiam algumas das prendas e no dia 25 tinha-as perto da chaminé. Não abríamos os presentes no da 24 à meia noite. O meu pai dizia que tínhamos de dormir cedo e esperar que o Pai Natal entregasse o resto dos presentes para abrir tudo. Era o dia do ano em que acordava mais cedo! 

Quanto ao que nos iam oferecendo, era deixado debaixo da árvore de Natal. Claro que às escondidas nós (eu e a minha irmã) dávamos voltas e voltas aos presentes, na tentativa de adivinhar o que se encontrava lá dentro. Não, não éramos boas detetives, por vezes apanhavam-nos em flagrante e não me lembro de ter conseguido adivinhar grande coisa.

O Natal demorava imenso tempo a chegar e quando terminávamos de abrir tudo já estavamos a perguntar quanto tempo faltava para o do próximo ano. Mesmo sem ter noção do tempo, parecia-nos interminável. Ser criança é assim. Lembro-me também do dia passado em casa dos avós, da roupa nova comprada especialmente para esse dia, da família reunida à mesa, da casa ser tão pequena que mal cabíamos todos (a família era grande), mas havia sempre espaço para mais um.


Com o tempo esse Espírito de Natal vai-se perdendo, a noção do tempo é diferente, os presentes diminuem e a curiosidade também. Mas mesmo assim o Natal continua a ser a minha época do ano preferida.
Adoro as ruas enfeitadas de luzes, as casas decoradas, as inúmeras opções de decorações que podemos criar para dar um ambiente Natalício à nossa casa, a reunião com a família, a troca de presentes (mimos) . Natal para mim é sinónimo de partilha, de família, de amor.



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